27/01/2012 22:19
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
BOVESPA PERTO DOS 69 MIL PTS
A BOVESPA registrou hoje ligeira queda de 0,08%, com o IBOVESPA atingindo 62.904 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,96 bilhões. As ações da Vale e da Petrobras responderam por mais de 16% do volume total negociado hoje. As ações PNA da Vale cresceram 0,56% e as PN da Petrobras recuaram 0,84%.
Dentro do IBOVESPA, as maiores altas ocorreram nas ações da B2W Varejo ON,+6,58%; Braskem PNA,+3,65%; Dasa ON,+2,89%; V-Agro ON,+2,78%; e BM&F BOVESPA ON,+2,43%.
Já as maiores baixas foram nos papéis da Hypermarcas ON,-3,57%; Light ON,-3,54%; Embraer ON,-2,55%; Lojas Renner ON,-2,42%; e Lojas Americ PN,-2,38%.
Na semana, o IBOVESPA cresceu 0,95%; e em 2012, até o dia 27.1, registra ganhos de 10,84%.
FIM DE SEIS SESSÕES DE CRESCIMENTO
A BOVESPA, no pregão desta sexta-feira, encerrou em ligeira baixa, interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de ganhos. Bem que a bolsa paulista tentou ficar no azul, mas a pressão externa foi forte.
O aumento de quase 11% do IBOVESPA em janeiro abre espaço para uma realização de lucro por parte dos investidores, embora ainda tenhamos mais dois pregões em janeiro. A queda nos preços das ações da Petrobras contribuiu para o indicador paulista ter a leve queda no pregão de hoje.
As ações PNA da Vale cresceram por conta de especulações ocorridas durante a sessão sobre aumentar sua participação acionária na Companhia Siderúrgica do Atlântico - CSA. Pouco antes do fechamento, a mineradora brasileira explicou que não recebeu qualquer comunicação formal da ThyssenKrupp sobre eventual interesse da empresa alemã em vender a participação na CSA, na qual a Vale é parceira.
Foi divulgado hoje que o fluxo do capital estrangeiro na BOVESPA atingiu R$ 5,419 bilhões em 2012, até o dia 24.1, o que ajuda a explicar a alta no mês de janeiro.
INCERTEZA NOS ESTADOS UNIDOS
As bolsas americanas encerraram a semana sem uma tendência firme. A vedete dessa indefinição foi o crescimento do PIB dos EUA, no quarto trimestre de 2011, que veio abaixo das expectativas. Os investidores começaram a questionar a recuperação americana. Na dúvida, foram às vendas e levaram os índices Dow Jones e Standard&Poor's 500 para o negativo.
Além disso, tivemos uma série de resultados corporativos que surpreenderam negativamente o mercado, puxando o preço das ações das empresas para baixo, destacando-se a Chevron,-2,5%; Ford Motors,-4,2%; e Starbucks,-1,0%.
Existe ainda a expectativa de acordo na Grécia, que terminou mais um dia sem nada acertado. A reunião entre os credores privados e o governo grego continuará amanhã. Na próxima segunda-feira os líderes da União Européia - UE irão se reunir para fechar acordos que permitam criar mecanismos permanentes de resgates e tenham condições de impor uma rígida disciplina fiscal entre os 27 países membros.
CINCO PAÍSES EUROPEUS REBAIXADOS
Para fechar o dia, a agência de classificação de risco, a Fitch, rebaixou as notas de cinco países europeus: Espanha, Itália, Bélgica, China e Eslovênia. Nenhum desses países tinha a nota máxima. A agência informou que a Irlanda manteve sua nota "BBB+".
Há duas semanas, outra agência de risco, a Standard&Poor's, rebaixou as notas de 9 países europeus.
No âmbito corporativo, a notícia que movimentou o índice tecnológico, o Nasdaq, veio de uma informação de que a empresa Facebook planeja pedir, na próxima quarta-feira, o aval para oferta pública inicial de ação (IPO, sigla em inglês), amplamente esperada, e que estima-se, não oficialmente, que será avaliada entre US$ 75,0/US$ 100,0 bilhões.
BOLSAS EM BAIXA NOS ESTADOS UNIDOS
Em Toronto, no Canadá, o índice TSX Composite teve leve alta de 0,02%; no México, o MXSE IPC recuou 0,15%; e, em Wall Street, o Dow Jones cedeu 0,58%, o Standard&Poor's 500 regrediu 0,16% e o Nasdaq subiu 0,4%.
Em Nova York, o preço do barril de petróleo, tipo WTI, mais leve, do Texas, atingiu US$ 99,75, ligeira alta de 0,05%.
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ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
PIB AMERICANO DECEPCIONA
As principais bolsas européias encerraram a semana em queda. A decepção com a expansão do PIB americano, no quarto trimestre e em 2011, foi o principal fator a liderar o movimento de baixa do dia.
No âmbito corporativo, os resultados abaixo das expectativas anunciados pela FORD, a segunda maior montadora americana, derrubou o preço das ações das empresas automobilísticas na Europa, levando o índice setorial a registrar queda de 1,91%. Destaquem-se as perdas de 4,26% da Fiat; de $,37% da Peugeot; de 2,36% da Volkswagem; de 1,57% da Daimler; e de 1,22% da BMW.
DESEMPREGO NA ESPANHA CHEGA A 22,85%
Contribuiu também para o vermelho da sessão a divulgação de que o número de desempregados na Espanha atingiu 5,27 milhões de pessoas, elevando a taxa de desemprego para 22,85%, a maior taxa em 17 anos, que não encontra equivalência entre os países membros da União Européia.
Outro número que ajudou a deprimir os índices bursáteis também veio da Espanha e mostra que 1,575 milhão de famílias não têm nenhum membro empregado.
BOAS NOTÍCIAS VINDAS DA ITÁLIA
Nem só de notícias ruins viveram os mercados europeus no pregão desta sexta-feira. A Itália captou 11 bilhões de euros em títulos de curto prazo e conseguiu juros inferiores aos pagos em leilões anteriores. Nos títulos de seis meses, captou 8 bilhões, com juros de 1,969%a.a., ante os juros pagos em dezembro/11 de 3,251%a.a. e os 6,504%a.a. de outubro/11.
Nos chamados bônus "flexíveis", de 331 dias, captou 3 bilhões de euros e pagou juros de 2,214%a.a., contra 2,735%a.a. pagos no último leilão.
TENTATIVA DE REDUZIR DÍVIDA GREGA
O Instituto Internacional de Finanças - IIF, que representa os bancos privados, fez uma oferta de redução de quase 70% sobre a dívida grega, como uma contribuição do setor privado para o fechamento do acordo com a Grécia.
E, dos EUA, tivemos a informação de que o índice de confiança do consumidor americano registrou uma surpreendente forte alta em janeiro. Mas, mesmo assim, os investidores europeus preferiram hoje realizar lucro, aproveitando as últimas altas dos índices europeus. A volatilidade vai continuar.
ÍNDICE EUROPEU CAIU HOJE
O Ftseurofirst300, o principal índice de referência das ações européias, pois mede a performance das blues chips da Europa, caiu 1,05%, para 1.041 pontos, com baixo giro financeiro de 197,26 milhões de euros.
As principais commodities operam sem uma tendência firme, destacando-se os ganhos de 0,1$% nas cotações da prata e as perdas de 2,18% nos preços do açúcar.
No mercado londrino, o preço do barril de petróleo, tipo BRENT, mais pesado, do Mar do Norte, alcança US$ 111,34, alta de 0,5%.
Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 1,07%; em Frankfurt, o Xetra DAX cedeu 0,43%; em Paris, o CAC 40 recuou 1,32%; em Madri, o Ibex 35 decresceu 0,65%; em Lisboa, o PSI 20 diminuiu 0,85%; em Milão, o Mibtel declinou 1,02%; em bruxelas, o Bel 20 Index desvalorizou 0,64%; em Oslo, o Oslo All Share subiu 0,84%; em Moscou, o RTS teve leve alta de 0,02%; em Atenas, o Athens Composite reduziu 2,68%; em Dublin, o ISEQ Overall retrocedeu 0,46%; em Genebra, o SMI retroagiu 1,1%; em Amsterdam, o AEX Amsterdam retraiu 1,07%; e em Estocolmo, o Stockholm 30 contraiu-se 0,44%.
DÓLAR CAI PARA R$ 1,7386
O dólar comercial, para venda, fechou hoje cotado a R$ 1,7386, desvalorização frente ao real de 0,32%. A cotação de fechamento da sessão desta sexta-feira foi a menor desde 1.11.11, quando atingiu R$ 1,7375. É também a quarta semana consecutiva que a moeda americana registra perdas.
Com o resultado de hoje, a divisa norte americana, na semana, cai 1,18%; enquanto que, em 2012, até o dia 27.1, registra perdas de 6,95%.
Foi um pregão volátil e de baixo giro financeiro. Dados preliminares da BM&F apontam para um volume de apenas US$ 1,5 bilhão, 28% menor que o de ontem. Logo no começo do dia estava caindo, quando marcou a mínima de R$ 1,7385, para no final da manhã registrar alta, quando atingiu a cotação máxima da sessão, R$ 1,7485, para voltar a perder força no período vespertino, de forma a encerrar a sessão desta sexta-feira muito próximo da mínima do dia.
O comportamento foi similar às oscilações do dólar nos mercados externos, que foram regidos pela decepção com o resultado do PIB dos EUA e pela expectativa de acordo na Grécia. Lá fora, o dólar, frente a uma cesta com as principais moedas do mundo, caía 0,66%; enquanto o euro subia 0,79%, para US$ 1,321.
O viés continua sendo de desvalorização da moeda americana. Já se anunciam várias emissões para os próximos dias, o que tende a puxar a cotação do dólar para baixo, salvo um cenário negativo muito forte no exterior.
A Companhia Siderúrgica Nacional manifestou a intenção de levantar recursos no exterior. Mesmo caminho deverá seguir o Frigorífico Minerva. E a Braskem já definiu que pretende levantar até US$ 750 milhões lá fora. As emissões poderão levar o dólar para a faixa dos R$ 1,70. Aí, o governo poderá intervir, seja através de uma forma mais branda, através dos leilões de compras, seja de uma maneira mais forte, como, por exemplo, a elevação de alíquota de imposto.
A Ptax, a taxa de referência usada para a liquidação dos contratos futuros de dólar e outros derivativos, fechou a R$ 1,7436, alta de 0,27%.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)27/01/2012 14:55
RENATO RIELLA
EPA! FILHO DA MULHER-SAMAMBAIA
O BBB da Globo seria um ótimo programa, se reunisse gente inteligente. Poderia ser chocante, irreverente, viciado, festivo, mas nunca burro como é.
O Brasil é inteligente e, mesmo na grossura, reflete criatividade. O humorista Danilo Gentili, oriundo do CQC, mesmo sendo nada gentil, foi brilhante ao criar um nome (apelido) para o filho já nascido do jogador Dentinho e da qualquer coisa Mulher Samambaia.
Fatalmente nasceria uma planta com dentes. E o apelido fluiu facilmente: “Planta carnívora”.
É claro que mãe e pai ficaram fulos da vida, mas carregam o ônus da própria condição pública. Dentinho e Samambaia não podem ser levados a sério por um humorista. E deu no que deu, porque estamos no país dos apelidos.
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Deixe um comentário | 1 Comentário(s)27/01/2012 14:37
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
BRASIL FATURA MUITO
A arrecadação de impostos, segundo dados da Secretaria da Receita Federal - SRF, que inclui impostos, contribuições e demais receitas (como por exemplo royalties), em 2011, atingiu R$ 969 bilhões, representando crescimento real (descontada a inflação) de 10,1%.
Esta arrecadação foi a maior da história do país.
A série histórica da SRF começa em 1985. Com os valores corrigidos pelo IPCA, o início se dá em 2003.
O grande crescimento da receita ocorreu no primeiro trimestre de 2011, quando ocorrerram os pagamentos de tributos do ano anterior. No caso, refletiu-se a expansão de 7,5% ocorrida no PIB brasileiro de 2010.
Destaquem-se também algumas medidas que ajudaram a impulsionar a arrecadação: a atualização dos preços de referência da tabela de bebidas, que gerou uma arrecadação extra de R$ 948 milhões; e o aumento do IOF para pessoas físicas, para 3%, ocorrido em abril/11, o que trouxe uma arrecadação extra de R$ 3,19 bilhões.
Além disso, os depósitos judiciais contribuíram com R$ 1,925 bilhão; e a Vale pagou R$ 5,8 bilhões de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), em 2011, em razão da decisão de encerrar o questionamento sobre o tema na esfera judicial.
Do lado da abdicação de receita, tivemos a baixa na alíquota do PIS e do COFINS para a compra de bens de capital, maquinário para a indústria; e a redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) dos combustíveis, em outubro de 2011.
E o governo corrigiu em 4,5% a tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física em 2011. É uma excelente performance, que vai ser determinante para que o governo feche o ano dentro do superávit primário previsto de 3,1% do PIB.
A eficiência da Receita é inegável!
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)26/01/2012 18:46
RENATO RIELLA
CONIC É UMA VERGONHA
O governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, decidiu valorizar os 25 anos do tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade (ocorreu no governo de José Aparecido). Justo e merecido!
Mas é preciso enfrentar o Conic, uma ruína que polui a Esplanada dos Ministérios. Ao passar por baixo da Rodoviária, os turistas perguntam o que é aquilo. Parece que Brasília já tem 200 ou 300 anos, mas vamos completar ainda 52 anos. O Conic é uma das provas do envelhecimento precoce da Capital Federal. A todo momento parece que vai desabar (como os prédios do Rio, que eram bem mais velhos).
ÔNIBUS DE OUTRO MILÊNIO
O secretário de Transportes do DF, José Walter, confirma que pretende licitar empresas de ônibus em fevereiro. Esta semana, a TV Globo flagrou um ônibus com 20 anos de uso, funcionando precariamente em Brasília.
Já disse aqui que vi na internet duas imagens de brasilienses usando guarda-chuvas dentro de ônibus velho. Parece gaiatice de brasileiro gozador, mas acontece de verdade. Há ônibus com quase trinta anos tentando rodar na cidade do futuro construído por JK. Precisa mesmo mudar. Já!
OS BBBs DO FLAMENGO
Com Vagner Love (importado de volta) e Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo consegue montar um ataque no nível do Big Brother da Globo. Vai ser a primeira concentração mista do mundo, cheia de marias-chuteiras.
Os dois craques darão mais ibope fora de campo, onde podem esbanjar dinheiro e animação. A noite carioca também ficará mais quente, agora reforçada por essa dupla de ataque imbatível. Pensando bem, eles são muito mais interessantes do que aqueles inexpressivos BBBs (Burros, Bundões e Babacas).
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Deixe um comentário | 1 Comentário(s)26/01/2012 18:32
UM POUCO DE POESIA
RECALL NELE
Renato Riella
Entrei na era do recall.
Freio, vidro, motor, luzes.
Vou propor um recall a minha mãe.
Preciso aprender a cobrar dinheiro.
E devo ter mais paciência com os lentos.
Além disso, ora essa,
meu senso de orientação é péssimo.
Sempre estou me perdendo,
quase sem volta.
Quanto às pessoas que me conhecem,
devem descobrir
necessidade de recall
em muito itens meus.
Mas é problema delas.
Exijo um recall também do meu pai.
Preciso chutar com o pé esquerdo
(ele era craque nessa posição).
Por fim, o recall do mundo.
Seria ótimo,
mas aí já é megalomania.
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Deixe um comentário | 1 Comentário(s)26/01/2012 18:22
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
DÓLAR CAI MAIS: R$ 1,7442
O dólar comercial, para venda, fechou cotado a R$ 1,7442, desvalorização frente ao real de 0,95%. Com esse resultado, na semana, a divisa norteamericana recua 0,86%; e, em 2012, até o dia 26.1, registra perdas de 6,65%.
Hoje, o que comandou o mercado cambial brasileiro foi a decisão do FED, o banco central americano, de manter os juros baixos até o final de 2014. Essa decisão provoca uma movimentação de saída do dólar no sentido de outras moedas, commodities e outros ativos de risco. Foi o que aconteceu no pregão desta quinta-feira.
Lá fora, o dólar, frente a uma cesta com as principais moedas do mundo, caía 0,29%; enquanto o euro subia 0,33%, para US$ 1,314.
A queda na cotação do dólar acende a luz amarela no mercado brasileiro. Os investidores temem uma ação mais forte do governo, pois essa valorização do real traz perda de competitividade às exportações do Brasil. A Ptax, a taxa de referência usada para a liquidação dos contratos futuros de dólar e outros derivativos, fechou a R$ 1,7389, baixa de 1,38%.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)26/01/2012 17:55
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
OTIMISMO MOMENTÂNEO NA EUROPA
As principais bolsas européias encerraram o pregão desta quinta-feira em alta. O clima de otimismo que tomou conta dos mercados europeus teve como principal responsável as medidas anunciadas pelo FED, o banco central norteamericano, no final da tarde de ontem. Os principais ganhadores foram os setores de mineração, financeiro, automobilístico e da construção civil.
O índice setorial de matérias-primas, o STOXXEurope 600 Basic Materials, avançou 3,33%, puxado pelas fortes altas nos preços das commodities metálicas. A forte liquidez e a promessa de manter as taxas de juros americanos no atual patamar, entre 0 e 0,25%, trouxeram maiores esperanças de que uma recuperação da economia global ajude no incremento dos lucros das empresas.
As negociações entre os credores privados e o governo grego foram retomadas hoje e apesar de extremamente duras, estão trazendo expectativas de acertos entre as partes, o que levou as ações do segmento financeiro a cresceram, com destaque para os bancos gregos, em especial o Alpha Bank,+81,96%; e o National Bank of Greece,+33,89%.
Colaborando neste movimento positivo, tivemos a divulgação de indicadores macroeconômicos, tanto nos EUA, quanto na Europa, acima do esperado, surpreendendo os mercados.
SOBE ÍNDICE EUROPEU
O Fteurofirst300, o principal índice de referência das ações da Europa, pois mede a performance das blues chips européias, avançou 1,12%, para 1.051 pontos, mantendo bom giro financeiro de 245,28 milhões de euros.
As principais commodities operam em alta, destacando-se os ganhos de 1,45% nas cotações do cobre e de 2,26% nos preços do trigo.
No mercado londrino, o preço do barril de petróleo, tipo BRENT, mais pesado, do Mar do Norte, alcança US$ 111,00, alta de 1,08%.
Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 1,26%; em Frankfurt, o Xetra DAX cresceu 1,84%; em Paris, o CAC 40 subiu 1,53%; em Madri, o Ibex 35 expandiu 1,85%; em Lisboa, o PSI 20 aumentou 0,96%; em Milão, o Mibtel progrediu 1,71%; em Bruxelas, o Bel 20 Index valorizou 2,62%; em Oslo, o Oslo All Share lucrou 0,63%; em Moscou, o RTS teve leve baixa de 0,06%; em Atenas, o Athens Composite disparou 3,93%; em Dublin, o ISEQ Overall aumentou 1,4%; em Genebra, o SMI ganhou 0,45%; em Amsterdam, o AEX Amsterdam avançou 1,06%; e em Estocolmo, o Stockholm 30 cresceu 1,95%.
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ALMIR FREIRE LIMA
TRABALHADOR BRASILEIRO VAI BEM
Dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego, nas seis Regiões Metropolitanas pesquisadas pelo Instituto, recuou de 5,2% em novembro/11, para 4,7% em dezembro/11. É a menor taxa de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego - PME desde 2002. Com esse resultado, em 2011, a taxa média de desemprego ficou em 6%, abaixo dos 6,7% de 2010.
O número médio de desocupados em 2011 alcançou 1,4 milhão de pessoas, 10,4% inferior ao de 2010. Já a população ocupada atingiu 22,7 milhões de pessoas, ficando estável em relação a 2010. E o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceu 6%, para 11,2 milhões de pessoas.
O rendimento médio real habitual dos ocupados em 2011 foi de R$ 1.650,00, o valor mais alto para o mês de dezembro desde 2002. E o rendimento domiciliar per capita em 2011 aumentou 3,8% na comparação com o de 2010.
Os números são ótimos, explicam a popularidade da presidente Dilma e mostram alguns dos fatores de pressão na inflação.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)25/01/2012 21:38
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
EUA FIXAM INFLAÇÃO EM 2%
As bolsas americanas encerraram o pregão desta quarta-feira em alta. Antes do FED, o banco central americano, anunciar suas decisões, os índices estavam andando de lado. Apenas o Nasdaq crescia, por conta dos excelentes resultados apresentados pela Apple, que surpreendeu o mercado.
Os índices Dow Jones e o Standar&Poor's 500 caíam, refletindo a própria expectativa sobre os resultados da reunião do banco central americano e face as incertezas que vinham da Europa. Mas, após o anúncio das decisões do FED, os índices firmaram o caminho dos ganhos.
Uma das decisões adotadas foi histórica: a de adotar o sistema de meta de inflação e já fixou a meta de 2% para 2012. O banco central americano segue o mesmo caminho de outros bancos centrais. O FED anunciou também:
-a manutenção da taxa básica de juros entre 0 e 0,25%;
-a manutenção das medidas em vigor,
-o reinvestimento de juros de papéis lastreados em hipotecas
-e a chamada operação "twust" de troca de títulos da dívida curtos por longos.
Além disso, afirmou que espera manter as taxas básicas de juros baixas até o fim de 2014. O prazo estipulado antes era meados de 2013. E disse ainda que a economia americana segue se expandindo em ritmo moderado, apesar de "alguma desaceleração do crescimento global".
Tivemos também outros resultados corporativos, além dos da Apple, que surpreenderam os analistas e levaram as ações dessas empresas a terem significativas altas em seus preços, destacando-se: Apple,+6,24%; AMD,+3,1%; Delta Air Lines,+6,2%; Us Airways Group,+17,0%; e United Continental Holdings,+5,2%.
BOLSAS AMERICANAS EM ALTA
Em Toronto, no Canadá, o índice TSX Composite avançou 1,16%; no México, o MXSE IPC cresceu 0,985; e em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,66%, o Standard&Poor's 500 progrediu 0,87% e o Nasdaq ganhou 1,14%.
Em Nova York, o preço do barril de petróleo, tipo WTI, mais leve, do Texas, atingiu US$ 99,76, alta de 0,82%.
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